Dor pélvica crônica na mulher

26/AGO

É definida como dor na região pélvica presente há mais de 6 meses, recorrente ou contínua. Seu caráter incessante leva à perda importante da qualidade de vida e gera prejuízos emocionais, sociais e financeiros significativos. Ocorre com frequência em mulheres em idade reprodutiva.


Pode ser de origem visceral (órgãos internos) ou somática (músculos, ossos, ligamentos), com envolvimento dos sistemas musculoesquelético, ginecológico, urológico ou gastrointestinal.


Aproximadamente 15% das mulheres vão apresentar dor pélvica em algum momento da sua vida. Pacientes que sofrem com esses sintomas costumam procurar o ginecologista. Entre 10 e 15% das consultas desse especialista são devido à dor crônica. A maior parte deles será decorrente de endometriose (cerca de 33%) ou outras causas ginecológicas. Porém, quase 40% das laparoscopias para avaliação de dor pélvica não recebem diagnóstico específico. Histerectomia para tratamento da dor resulta em 25 a 40 % das mulheres sem alívio dos sintomas, o que sugere causas não ginecológicas.


Causas urológicas também são freqüentes, como nos casos de cistite intersticial. Dor Miofascial (muscular) é muitas vezes responsável pelos sintomas da paciente. Músculos profundos abdominais ou do assoalho pélvico podem gerar quadros severos e incapacitantes.


Muitas vezes é um desafio identificar a origem da dor. Por isso, a equipe médica deve estar atenta à história da paciente (quando os sintomas iniciaram, características e frequência da dor, fatores desencadeantes e de piora) e a seu exame físico, que envolve desde o exame postural até o ginecológico, bem como a avaliação psicossocial. Histórias de violência física, psicológica e sexual podem estar envolvidas com a origem do quadro.


O tratamento deve ser multidisciplinar, sendo indicadas medidas farmacológicas, fisioterápicas, tratamento psicoterápico e procedimentos intervencionistas, dependendo de cada caso.


 

Fonte: http://centrodetratamentodador.com.br/

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