Cinco mitos sobre a sexualidade feminina

24/JUL

Na hora do sexo, é fundamental estar bem informado. Infelizmente, apesar de todo o conhecimento existente, muitos mitos sexuais ainda permanecem. A seguir, confira cinco crenças errôneas muito comuns.


Existe um orgasmo vaginal e um clitoriano: Na verdade, o orgasmo é sempre o mesmo, e envolve tanto a vagina quanto o clitóris, entre outras partes do corpo feminino. O que varia é o estímulo que predomina na ativação do orgasmo. Nesse sentido, o orgasmo clitoriano é mais preponderante que o vaginal, apesar de muitas pessoas pensarem o contrário. Outras zonas erógenas são importantes na estimulação do orgasmo, por exemplo: os mamilos, o pescoço, as orelhas, além da exploração dos sentidos da audição, visão e olfato, e das fantasias.


A mulher normal tem orgasmos múltiplos: Apesar de a capacidade de ter orgasmos ser maior nas mulheres do que nos homens, quatro em cada cinco mulheres ficam satisfeitas com um único orgasmo e não precisam de mais. No entanto, à medida que o conhecimento da própria resposta sexual e a confiança no parceiro aumentam, é mais provável que a mulher atinja orgasmos múltiplos.


Existe frigidez feminina: Frigidez é um termo que entrou em desuso por ser inespecífico e pejorativo. Nenhum especialista em sexualidade que tenha conhecimentos atualizados utiliza esse conceito. Para cada disfunção sexual existe um termo adequado, por exemplo: transtorno da excitação sexual feminina, desejo sexual hipoativo, anorgasmia, vaginismo, fobia sexual, dispareunia, entre outros.  


Se a mulher não se sente sexualmente excitada, é responsabilidade de seu parceiro: Em alguns casos isso pode ser verdade, já que nem sempre o parceiro é aberto e está disposto a estimular a mulher da maneira como ela deseja, mas podem existir outras razões para a falta de excitação. Por exemplo: conhecimento insuficiente das zonas erógenas e das formas de estimulação; vergonha para expressar o que deseja; jogar no parceiro a responsabilidade pelo prazer.


A causa dos problemas sexuais das mulheres é sempre psicológica: É claro que a variável psicológica e o relacionamento do casal são muito importantes, mas não se deve ignorar fatores médicos que podem inibir a resposta sexual feminina. Muitas doenças agudas e crônicas, principalmente as que afetam o sistema endócrino (o equilíbrio hormonal), e certos medicamentos (especialmente alguns psicofármacos) devem ser analisados para se obter um diagnóstico e planejar um tratamento sexológico.

Fonte: http://discoverymulher.uol.com.br/ Texto de Dr. Ezequiel López Peralta

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