Estrogênio melhora o fluxo do sangue no cérebro de mulheres na menopausa

22/SET

Uma pesquisa inédita realizada pela ginecologista e obstetra Alice Melgaço, sob a orientação do Professor Dr. Selmo Geber da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostrou como o estrogênio ajuda na vascularização cerebral de mulheres na menopausa.    

O estudo usou um ultrassom acoplado com o sistema Doppler ? equipamento que mede a velocidade do fluxo sanguíneo dentro dos vasos ? para localizar a artéria central da retina que fica atrás dos olhos. As 55 mulheres que participaram da tese fizeram o exame e tomaram medicamentos. Separadas em dois grupos, o primeiro recebeu comprimido de estrogênio, enquanto o segundo usou placebo (cápsulas vazias).  

Após um mês, as 27 mulheres que tomaram cápsulas de placebo não tiveram nenhuma alteração no vaso arterial que continuou resistente e mais fechado. Já as 28 que tomaram estrogênio, a artéria estava dilatada, menos resistente e com melhora no fluxo do sangue no cérebro.   

"No organismo existem substâncias que fazem relaxar ou endurecer as artérias. O estrogênio aumentou a quantidade de óxido nítrico que age nos músculos, ajudando a relaxar os vasos sanguíneos do corpo", explica dr. Geber.   O resultado da pesquisa pode ser o primeiro passo para o estudo da compreensão da origem de outras doenças como enxaqueca, síndrome pré-menstrual, perdas de função cognitiva no climatério e até do acidente vascular cerebral (AVC). A íntegra do trabalho - desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais - será publicado no final do mês de setembro na revista norte-americana Menopause, uma das mais importantes publicações científicas de ginecologia, climatério e menopausa do mundo.   

Perfil dr. Selmo Geber ? Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBASGO. Fez Pós-graduação e Doutorado em fertilização in vitro e embriologia no Royal Postgraduate Medical School, Universidade de Londres (Inglaterra). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida no ano de 2003 e atualmente leciona na UFMG. Ocupa o cargo de diretor da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA) e do Centro de Medicina Reprodutiva Origen.

Fonte: Segs

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