Injesção, implante, DIU ou SIU? Conheça os prós e contras dos contraceptivos de longa duração

12/DEZ

Apesar de ser o método mais conhecido para evitar a gravidez, a pílula anticoncepcional não é a única. Quem não quer se preocupar em tomar o produto diariamente pode recorrer aos chamados contraceptivos de longa duração, que impedem a mulher de ter filhos por meses, anos ou até pelo resto da vida. Veja a seguir quais são esses métodos e conheça os prós e os contras de cada um.


A injeção anticoncepcional é uma dose de hormônios aplicada periodicamente no corpo da mulher, que evita a gravidez por um determinado período. Dependendo do produto, cada dose pode durar um, ou três.. Segundo Dr. Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra especialista em medicina reprodutiva, esse é um método indicado para quem deseja engravidar em médio prazo, pois sua ação é menos duradoura que as dos demais contraceptivos de longa duração.Caso a mulher queira engravidar ela tem que pensar se vale a pena colocar um contraceptivo com duração de cinco anos, por exemplo”, pondera Massaguer.


Implante anticoncepcional


O implante anticoncepcional é uma pequena cápsula que contém progesterona (um dos hormônios anticoncepcionais) e é implantada sob a pele da mulher. A ação do implante dura três anos, e, segundo Dr. Massaguer, ajuda na redução da tensão pré-menstrual (TPM) e pode diminuir o fluxo menstrual, sendo que algumas mulheres ficam até sem menstruar. De acordo com o ginecologista, por conter progesterona, o implante pode causar sangramento irregular nos três primeiros meses.


DIU e SIU


O dispositivo intrauterino (DIU) e o sistema intrauterino (SIU) protegem a mulher por períodos mais longos – dez e cinco anos, respectivamente. Os dois são pequenos objetos de plástico flexível, que são inseridos na cavidade uterina através da vagina e impedem o espermatozoide de chegar ao óvulo. A diferença é como cada um faz isso. O DIU tem uma haste de cobre e libera íons do metal ao longo de dez anos. O SIU tem a haste revestida por um reservatório de progesterona, que é liberada ao longo de cinco anos. Segundo Dr. Massaguer: “O DIU pode aumentar o sangramento e a cólica, mas não contém hormônio; já o SIU, pode cortar ou diminuir a menstruação e ajudar no tratamento de cólicas e até mesmo da endometriose e, como todos os métodos que contém progesterona, pode provocar sangramento irregular nos três primeiros meses de uso”.


Laqueadura


A laqueadura, também conhecida como ligadura de trompas, não é exatamente um método contraceptivo de longa duração, pois trata-se de uma cirurgia que fecha as tubas uterinas e as desconecta do útero, esterilizando definitivamente a mulher. Segundo Dr. Massaguer, o procedimento é indicado para quem não deseja mais ter filhos, pois se trata de um método com uma eficácia real muito grande. Se a cirurgia for bem feita, o risco de gravidez é quase inexistente. Ele lembra, no entanto, que o recurso é pouco utilizado. “A laqueadura é feita em raras situações, já que a probabilidade de a mulher se arrepender é grande”, explica o médico.


A escolha do melhor método


Dr. Massaguer diz que a escolha do método contraceptivo de longa duração está ligada às condições de saúde e à situação financeira da mulher. “Quem já teve filhos e tem medo de usar hormônio, por histórico de câncer na família, por exemplo, pode usar o DIU. O SIU é usado pelas mulheres que, que já tiveram filhos, e que além de evitarem uma gestação por um prazo de 5 anos, desejam um método prático, e que traga outros benefícios, tais como melhora das cólicas, do fluxo, e é indicado até para àquelas que estejam na fase de amamentação ou que tenham endometriose., explica o médico.


Ele lembra, ainda, que o DIU e o SIU podem ser boas alternativas mesmo para quem já decidiu que não quer mais ter filhos, mas não deseja fazer uma laqueadura. O ginecologista julga os dois métodos eficazes.. “Se tudo for feito de forma correta as eficácias teórica e real são próximas. Assim, é possível dizer que o DIU e o SIU são métodos seguros para prevenir a gravidez”, afirma Dr. Massaguer.

Fonte: Gineco

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