Hipertensão e Gravidez

19/NOV

A hipertensão arterial pode complicar uma gestação ou uma gestante já sabidamente hipertensa pode iniciar uma nova gravidez.


Essas duas situações representam um risco para a gestante e para seu bebê, por isso é importante o mais precoce possível iniciar o pré-natal para junto com seu médico avaliar os riscos maternos e fetais e decidir pela melhor terapêutica.


As síndromes hipertensivas durante a gestação podem ser classificadas em:


• Hipertensão Arterial Prévia: a paciente que já previamente a gestação é hipertensa e inicia sua gestação.


• Pré eclampsia: hipertensão que acomete a gestante principalmente após a 20ª semana de gestação. Pode ser classificada em leve e grave.


• Eclâmpsia: quadro bastante grave durante a gestação onde além da elevação dos níveis pressóricos a gestante apresenta crises convulsivas associadas. Alto risco materno e fetal.


• HELLP Síndrome: quadro bastante particular das síndromes hipertensivas durante a gravidez onde a paciente apresenta alterações de exames laboratoriais como plaquetopenia, anemia hemolítica e alterações de enzimas hepáticas. A mortalidade da HELLP é muito alta. Deve ser tratada em serviços com UTI para a mãe.


O acompanhamento durante o Pré- Natal em geral dessas pacientes deve ser feito quinzenalmente até o 8º mês e semanalmente no último mês ou se algum problema for detectado antes.


As internações hospitalares são frequentes nesse grupo de pacientes, principalmente naquelas que pertencem aos últimos grupos.


O tratamento depende muito da evolução do controle da pressão durante o pré-natal. Ele pode ir desde medidas na dieta até uso de alguns medicamentos com indicação do seu médico. Em alguns casos o tratamento definitivo pode ser a interrupção da gestação para preservação da vida da mãe em casos mais graves, até mesmo antes de completar os 9 meses de gestação.

Fonte: Revista Saúde de Presidente Prudente

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