No climatério, redobre os cuidados com o coração

20/SET

As doenças cardiovasculares são a maior causa de morte entre as mulheres no climatério – transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva, período que abrange a menopausa (última menstruação). Superam até mesmo ocâncer de mama.


Isso ocorre porque nessa fase diminui a produção de estrogênio, hormônio exclusivamente feminino que ajuda a proteger o coração (é por isso que nos homens as enfermidades coronarianas são mais frequentes). A falta dessa substância pode ocasionar alterações metabólicas do colesterol, da glicemia e do triglicéride. E, ainda, dar origem ahipertensão, acidente vascular cerebral ou infarto. Pode, também, comprometer a circulação sanguínea nas pernas, trazendo varizes e trombose. 


 


Isso não significa que o climatério em si seja responsável pelos males do coração. O problema principal são os hábitos. Segundo Rívia, a prevenção é parte importante do tratamento. “É preciso evitar fatores de risco, como cigarro, e controlar doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade. Ter um estilo de vida mais saudável, menos sedentário e com uma nutrição balanceada.”


 


O histórico familiar de doenças do coração também influi para o desencadeamento delas na paciente. “Elas não são intensificadas somente pelo climatério, mas podem vir associadas aos fatores de risco e ao histórico familiar. Por isso é que, durante o climatério, o médico deve investigar estes os fatores de risco clinicamente pelo exame físico, com aferição da pressão arterial, peso, circunferência abdominal, e completar a avaliação comriscos com exames de sangue – para avaliar glicemia e colesterol, por exemplo.”

Fonte: Gineco

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