Novas pílulas ajudam a reduzir sintomas ligados á menstruação

16/JUL

Na década de 1960, quando a pílula anticoncepcional surgiu, era bem diferente dos comprimidos de hoje em dia. A dose hormonal era bem maior e a pausa entre uma cartela e outra era de sete dias, invariavelmente. Emendar as cartelas era visto como algo perigoso. 


Hoje, as pílulas têm doses menores de estrogênios e progestagênios e o intervalo sem ingeri-las é mais flexível – há anticoncepcionais orais com pausas de sete, quatro e dois dias. “Quanto menor a pausa, menos sintomas de TPM, cólica, e menor o fluxo menstrual. Assim, ela fica menos propensa a ter endometriose, cólica e tensão pré-menstrual. Com as pausas menores, pode não ocorrer o sangramento mensal que imita uma menstruação, comum nas pílulas com pausa de 7 dias. Hoje não se dá tanta importância ao sangramento quanto antes”, avalia Dr. Renato Kalil, ginecologista e obstetra. Diretor clínico do Laboratório Gene Medicina Reprodutiva, ele atende no Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital São Luiz e Hospital Sírio Libanês.


Outro avanço importante são as pílulas com estrogênio bioidêntico combinado à progesterona sintética – as taxas de hormônio variam ao longo da cartela, imitando o ciclo menstrual. Além disso essas pílulas apresentam pausa de 2 a 4 dias, que como já citado, traz inúmeros benefícios. “O que tem se verificado é que, com o uso das pílulas com estrogênio bioidêntico, a ocorrência de efeitos colaterais como retenção de líquido, enxaqueca e náusea é menor. Os sintomas da TPM também são atenuados, a mulher tem menos mau humor, enxaqueca e dor de cabeça”, diz Dr. Kalil.


 “Quanto mais bioidêntico o hormônio é, menos efeitos colaterais ele provoca, com a vantagem de ser tão eficaz quanto o sintético”, afirma Dra. Marta Franco Finotti, presidente da comissão nacional de anticoncepção da Febrasgo e professora adjunta do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Goiás.


Já há no mercado contraceptivos orais com 28 pílulas, 26 ativas e duas delas, placebo (sem efeito). Desse modo, a mulher pode emendar uma cartela na outra, diminuindo a chance de esquecimento, e mesmo assim mantém uma pausa de dois dias. “Com a pausa de dois dias, a mulher menstrua por um número menor de dias e com fluxo suave”, afirma Dr. Kalil.


Se ela costuma ter um período de cinco dias de sangramento intenso, por exemplo, com a pausa de dois dias o problema vai durar três menos tempo e vir mais moderado. “Se ela tem uma pausa menor tomando uma pílula com baixa dose hormonal – como a maior parte das de hoje em dia –,a espessura do endométrio é menor e, por consequência o sangramento dele, também. Com isso, o fluxo sanguíneo também diminui”, esclarece o médico.

Fonte: Gineco

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