Coronavírus x gravidez: os cuidados para as grávidas

29/FEV

 "Até o momento, o cuidado pré-natal e obstétrico projetado para a eventualidade de termos casos de COVID-19 no país será baseado no conhecimento referente ao H1N1, considerando sua diferenças", afirma Febrasgo, em comunicado divulgado nesta semana.


Após a confirmação do primeiro caso de Coronavírus no Brasil — um homem de 61 anos que está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo —, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou orientações quanto aos cuidados com as gestantes no Brasil. O comunicado deixa claro que como é uma doença de aparecimento recente, não há conhecimento específico sobre o assunto para a elaboração de protocolos assistenciais.


Por conta disso, as orientações, até o momento, seguem as mesmas de infecções causadas por outros vírus, como o H1N1. "Até o momento, o cuidado pré-natal e obstétrico projetado para a eventualidade de termos casos de COVID-19 no país será baseado no conhecimento referente ao H1N1, claro considerando sua diferenças", informou.


ORIENTAÇÕES GERAIS


Para o atendimento pré-natal de gestantes sem risco epidemiológico ou clínico para a infecção pelo COVID-19, os cuidados, segundo a Febrasgo, serão aqueles usuais com a higienização das mãos. "Dentre estas orientações salienta-se evitar aglomerações, contato com pessoas febris e contato com pessoas apresentando manifestações de infecção respiratória. Considerar que a higienização das mãos, evitar contato das mãos com boca, nariz ou olhos são as medidas mais efetivas", afirma.


Por outro lado, para o atendimento de gestante classificada como 'caso suspeito', a paciente deverá utilizar máscara de proteção e o profissional deverá utilizar máscara, luvas, óculos e avental. "Dentro das orientações dos planos de contenção da infecção nos hospitais, estes casos deverão ser hospitalizados até a definição diagnóstica", afirma. "Mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de infecção pelo COVID-19 devem ser tratadas com terapias de suporte, de acordo com o grau de comprometimento sistêmico", completa.


Além disso, a Febrasgo afirma que, até o momento, não há nenhuma informação sobre o potencial do COVID-19 para causar algum tipo de malformações. "Com o tempo, será possível assumir informações deste tipo com segurança. Por sua vez, a amamentação pode ser mantida para puérperas infectadas por este vírus, utilizando máscaras de proteção e higienização prévia das mãos". Sobre a via de parto de gestantes infectadas, a Federação afirma que "pouco se sabe", portanto, deve-se considerar o que for melhor para a mãe e para o feto. 



 

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/noticia/2020/02/coronavirus-febrasgo-orienta-quanto-aos-cuidados-com-gestantes-no-brasil.html

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