Março amarelo: o Mês de Conscientização da Endometriose

11/MAR

Dos sintomas ao tratamento da endometriose, passando pela prevenção, informe-se sobre essa doença no Março Amarelo


Já ouviu falar do Março Amarelo? Esse é o Mês Mundial de Conscientização da Endometriose, uma oportunidade para conhecer mais a fundo essa doença da mulher, que chega a afetar a fertilidade e o sexo. 


A endometriose – que fez a atriz Lena Dunham se submeter a uma histerectomia – acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce para fora do órgão. Os fragmentos vão parar no ovário, nas trompas e até em regiões vizinhas. Mesmo deslocado, o tecido excedente é estimulado a crescer e, na hora da menstruação, descama junto com o endométrio original.


A partir daí, surgem as cólicas intensas, o desconforto e, com o tempo, dificuldades para engravidar. Além disso, o risco de câncer de ovário é mais alto em mulheres com o problema.


É difícil estabelecer as causas da endometriose, mas, em parte, o distúrbio é provocado pela menstruação retrógrada, quadro em que pequenas porções de sangue voltam pelo canal vaginal e se alojam aonde não deveriam. Isso ocorre pelo estímulo constante do estrogênio, hormônio que faz o endométrio aumentar de tamanho e sangrar todos os meses.


Sinais e sintomas


– Cólica intensa mesmo fora do período menstrual


– Inchaço abdominal


– Dor durante e após o sexo


– Dor para urinar e evacuar


– Intestino preso ou solto demais


– Menstruação irregular


– Dificuldade para engravidar


Fatores de risco


– Ter filhos depois dos 30 anos


– Alterações no útero


– Estresse


– Má alimentação


A prevenção


Embora em muitos casos não dê para prevenir o aparecimento da endometriose, alguns hábitos diminuem o risco de ela dar as caras, como diminuir o estresse e aumentar o consumo de alimentos ricos em ômega-3, como o salmão e o óleo de linhaça.


O diagnóstico


A partir da primeira menstruação, o médico precisa ficar atento às cólicas — quanto mais rápido o diagnóstico, menor o risco de a doença progredir. Uma batelada de exames de imagem e sangue dá início ao tratamento, mas a certeza do diagnóstico só vem mesmo com a videolaparoscopia, uma cirurgia que permite observar os focos da endometriose. A doença é classificada em leve, moderada ou grave.


O tratamento


Não há cura para a endometriose, mas dá para combater os focos dela e praticamente anular os sintomas. Anticoncepcionais que barram a ação do estrogênio são frequentemente prescritos, apesar de não serem criados originalmente para esse fim. Há também remédios mais específicos, que simulam a ação da progesterona no controle do endométrio.


Quando a doença avança, os médicos podem optar pela cirurgia. Por meio de uma pequena incisão no umbigo, a videolaparascopia identifica e cauteriza os locais afetados. Outra opção é apenas extrair as células que estão fora do lugar. A atividade física também pode ser benéfica porque libera substâncias que aliviam a dor.


Em situações específicas, opta-se pela retirada do útero – procedimento chamado de histerectomia. Foi o que ocorreu aos 31 anos com a atriz Lena Dunham, criadora da série Girls.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/chegou-o-mes-de-conscientizacao-da-endometriose-o-que-saber-sobre-ela/

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