Menopausa ou climatério?

05/FEV

Menopausa, pré-menopausa, climatério. Ao cruzar a linha dos 40, a mulher passa a se preocupar com palavras como essas, que pareciam só fazer parte do vocabulário da mãe, da tia e das velhotas do pedaço. Algum tempo depois, ela sente na pele – na verdade, no corpo inteiro! – o que significam: um turbilhão de mudanças físicas e psicológicas que leva ao fim da capacidade reprodutiva. 


Na boca do povo, todo esse longo período é chamado de menopausa. Mas, é preciso esclarecer que essa expressão designa apenas a última menstruação. Só isso. A fase que chega um pouco antes desse grand finale e se estende por muitos anos é o climatério. Esse, sim, a mais completa tradução de uma reviravolta hormonal no sexo feminino.


Existe ainda mais uma palavrinha: a pré-menopausa. É quando a fertilidade começa a despencar ladeira abaixo. “No auge da vida reprodutiva, a mulher tem 75% de chances de engravidar em seis meses”, explica o ginecologista e obstetra Rogério Bonassi Machado. “Depois dos 40, a probabilidade de ficar grávida não passa de 20%.”


Estrógeno sai de cena


Os sinais mais desagradáveis do climatério atingem o apogeu na menopausa – o que pode ser a raiz de toda a confusão com esses nomes. No entanto, se a mulher reparar, eles já dão as caras sutilmente um pouco antes. E, quando a menstruação some para sempre, continuam firmes e fortes até um ano depois. Esse auge do furacão é a perimenopausa – perdão, aí vai mais um nome. É nela que a vagina perde a umidade e surgem os fogachos – ondas de calor que fazem a mulher se abanar até debaixo da neve. 


Depois da revolução


Apesar de tudo, acredite, é uma questão de se adaptar. A menopausa é a segunda revolução que os hormônios femininos provocam no corpo da mulher. Só que, diferentemente da puberdade (sim, ela é a primeira), em que ele deve se aclimatar com a enxurrada dessas substâncias, na maturidade é como se o organismo reaprendesse a viver sem altas doses delas.


O que decreta o fim da atividade plena dos ovários, os fabricantes do bendito estrógeno, é a falta de matéria-prima – os folículos que guardam as células germinativas femininas. Quando acaba o estoque de folículos, começa a falência ovariana. Ou seja, a linha de produção de estrógeno encerra as atividades.


Em queda livre


A cada ciclo menstrual, são recrutados em torno de mil folículos. Um deles amadurece e se transforma em óvulo. Os demais morrem. Estima-se que, após 400 ciclos menstruais, o estoque fique zerado e a mulher pare definitivamente de menstruar. Mas o estrógeno não desaparece totalmente do organismo.

A parte central do ovário e as glândulas supra-renais continuam a produzir uma pequena quantidade de testosterona, o hormônio masculino que é convertido em estrógeno. Esse mecanismo garante uma concentração mínima de hormônio feminino no organismo. 


Antes, durante e depois 


O que costuma acontecer em cada fase do climatério:


• Pré-menopausa (dos 35 aos 48 anos)


Há controvérsias sobre a época em que se inicia. Para alguns médicos, ela começa aos 35 anos. Outros acham que só aos 40. 


 Sinal: queda acentuada da fertilidade. 


 • Perimenopausa (dos 45 aos 50 anos)


Abarca o período de dois a três anos antes da última menstruação e até um ano depois. 


Sinais: irregularidade no ciclo menstrual, ondas de calor (fogachos), transpiração intensa, dificuldade para dormir, irritabilidade e sintomas parecidos com os da TPM, porém mais intensos.


• Menopausa (por volta dos 48 anos)


É o nome que se dá à última menstruação. Ela só pode ser reconhecida definitivamente após um ano de ausência do sangramento. 


• Pós-menopausa (dos 48 aos 65 anos) 


Vai da última menstruação aos 65 anos, quando a mulher ingressa no que se convencionou chamar de terceira idade. 


Sinais: a vagina seca e fica fragilizada, maior propensão a infecções urinárias, escape involuntário de urina, perda da libido, aumento do risco de câncer de mama, osteoporose e doenças cardiovasculares.

Fonte: https://saude.abril.com.br/bem-estar/menopausa-ou-climaterio/

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