Que problemas podem ser identificados na ultrassom gestacional?

26/SET

Se você acredita que o ultrassom tem como única função revelar o sexo do bebê, está cometendo um engano! Esse é o exame mais importante durante a gestação, pois é por meio dele que o médico faz o acompanhamento do avanço da gravidez e do desenvolvimento do seu pequeno.


Apesar de ser um exame comum e conhecido, muitos pais ainda têm muitas dúvidas sobre o ultrassom gestacional. Ele ajuda os médicos a identificar problemas durante a gravidez e na saúde do bebê — como doenças, síndromes fetais e malformações.


Conheça os principais problemas e complicações que podem ser identificados por meio dos diferentes exames de ultrassom gestacional:


Ultrassom gestacional obstétrico


É o tipo de ultrassom mais comum, realizado diversas vezes durante a gestação. Determina o tempo de gravidez com grande precisão e a quantidade de líquido amniótico presente. Através do ultrassom obstétrico é possível identificar doenças como a anencefalia (ausência de cérebro) e hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). Também detecta malformações cardíacas e de outros órgãos, além de modificações na coluna vertebral.


É possível ainda ouvir os batimentos cardíacos do bebê, confirmar se a gestação está ocorrendo no útero e detectar possíveis infecções, como a rubéola.


Ultrassom morfológico


É realizado entre 18 e 20 semanas de gestação. Avalia detalhadamente o desenvolvimento do bebê, incluindo órgãos internos, e detecta ainda a posição da placenta no útero. Nesse exame é possível identificar com mais precisão a ocorrência de malformações, como problemas de formação cerebral, fenda labial (lábio leporino), deformações na coluna vertebral, anencefalia e hidrocefalia.


Pode-se verificar ainda se existem malformação cardíacas, dos rins e de membros, e identificar quais as chances de o bebê desenvolver doenças genéticas.


Ultrassonografia com Doppler


É realizado a partir da 32ª semana de gestação. Não apresenta nenhum risco para a mãe ou o bebê, e é baseado em um efeito físico que mostra o útero de maneira colorida e acústica. A partir desse exame é possível medir o fluxo de sangue nos vasos do bebê para avaliar seu crescimento, o amadurecimento da placenta e a quantidade de líquido amniótico.


O ultrassom com Doppler fornece aos médicos informações sobre deficiências crônicas ou agudas da nutrição do bebê e indica se a placenta está desenvolvendo corretamente sua função.


Translucência Nucal (TN)


O ultrassom gestacional que mede a translucência nucal deve ser realizado por todas as gestantes entre a 11ª e 13ª semana de gravidez. Seu objetivo é verificar o acúmulo de líquido na nuca do bebê.


Através desse exame o médico pode apontar qual o risco de malformações, alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down, e síndromes genéticas. Além disso, avalia possíveis irregularidades pulmonares e cardiovasculares, alterações no metabolismo e infecções congênitas.


O TN aponta o risco de alguma doença, podendo ser necessários exames complementares para que o diagnóstico seja mais preciso.


Ultrassom gestacional 3D ou 4D


São exames mais sofisticados, utilizados como complemento de outros tipos de ultrassom. São usados principalmente em casos de diagnóstico de uma malformação como o lábio leporino. Esse tipo de ultrassom permite que o médico tenha uma imagem melhorada da anatomia do bebê (e dá para ver bem como é o seu rostinho).


Fazer o ultrassom gestacional pode auxiliar no diagnóstico de problemas, doenças e disfunções durante a gestação. Através dos diversos tipos desse exame, o médico pode chegar a diagnósticos mais precisos e iniciar o tratamento necessário ainda no útero. Também é possível verificar a possibilidade de uma cirurgia após o nascimento para casos mais graves, como a cardiopatia, e evitar maiores problemas. Por isso, não deixe de fazer o ultrassom!

Fonte: www.cordvida.com.br/

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