Anticoncepcionais e adolescência

20/MAI

A adolescência é uma fase cheia de mudanças, tanto físicas quanto comportamentais. Nessa fase o corpo de menina começa a revelar os traços de uma futura mulher, suas ideias amadurecem e o desejo sexual começa a surgir. É também nessa hora que diversas dúvidas sobre sexualidade surgem, e uma das mais comuns é sobre os riscos e benefícios do uso das pílulas.


Ainda há certa desconfiança sobre a utilização dos anticoncepcionais orais na adolescência. Existem muitas dúvidas sobre o uso das pílulas logo no início da vida sexual e possíveis riscos à fertilidade. Mas na maioria das vezes essa desconfiança não passa de mito.


Os contraceptivos orais são formados pela combinação de hormônios, orgânicos ou sintéticos, que agem evitando a ovulação e alterando o muco cervical e o tecido uterino para impedir a fecundação, não interferindo negativamente, no geral são bem toleradas e com poucos efeitos colaterais.


Além do uso das pílulas na adolescência não oferecer riscos à fertilidade, ele ainda oferece benefícios à paciente. Muitas meninas, no início de sua vida reprodutiva, apresentam menstruação desregulada, fortes cólicas menstruais e problemas de pele, como as temíveis espinhas. Os anticoncepcionais orais, por meio dos seus hormônios, auxiliam na regulação do ciclo menstrual e nos demais hormônios envolvidos, regulando assim os sangramentos, reduzindo as cólicas, a oleosidade na pele e, em alguns casos pode melhorar as espinhas.


Vale lembrar que, antes de decidir tomar alguma pílula, é preciso conversar com um ginecologista. Nem todas as mulheres podem tomar pílulas, somente este especialista, por meio de exames clínicos ou laboratoriais, poderá indicar o melhor medicamento para cada adolescente.

Fonte: gineco.com.br

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