Gravidez: o que você já pode fazer pela saúde do seu bebê

12/NOV

Mesmo que o corpo da mulher seja biologicamente preparado para gerar um bebê saudável, ações, escolhas e sentimentos ao longo dos nove meses podem impactar na formação da criança, que convive com o conjunto de sons produzidos internamente pelo corpo da mãe, como o batimento do coração e ruídos intestinais, além dos externos – que ele começa a ouvir por volta do quinto mês de gestação, de forma rudimentar.


A psicanalista Joana Wilheim é categórica ao afirmar no livro O Que É Psicologia Pré-Natal (2002, Ed. Casa do Psicólogo)  que o feto “tem vida emocional estreitamente vinculada à sua mãe, captando os seus estados emocionais e sua disposição afetiva com ele”. Para ajudar nessa etapa, prepare o caderninho para anotar algumas dicas a serem seguidas durante os nove meses:


- Vacinas atualizadas


Ao sentar-se pela primeira vez com o seu obstetra, esteja você grávida ou apenas começando os planos, é bem possível que ele peça a atualização da carteira de vacinação que, idealmente, deve ser feita seis meses antes da concepção.


- Um novo cardápio


Não adianta controlar a aquisição de quilos extras, sem reformular o menu. O sal, por exemplo, deve ter seu consumo reduzido ao máximo para manter a pressão arterial equilibrada, evitando o aparecimento da pré-eclâmpsia, que pode levar à morte da 


Carnes malpassadas, ovos e peixes crus, leite e derivados não pasteurizados integram a lista dos itens a serem evitados, já que são potenciais transmissores de bactérias. Cafeína, alimentos diet e light e adoçantes artificiais devem ser consumidos com moderação. Apesar dessas restrições, não é tão difícil adotar um cardápio saudável. É só lembrar-se dos alimentos que são sempre citados como sinônimos de vitaminas e minerais, como grãos integrais, leite pasteurizado e derivados magros, carnes magras, frutas, verduras e legumes. 


- Movimentos livres


A atividade física é essencial para uma gestação mais tranquila. A personal gestante Gizele Monteiro, consultora e criadora do projeto online Gravidez em Forma, explica: “Além de trazer bem-estar, relaxamento e adrenalina na medida certa, os exercícios físicos ajudam a garantir a força muscular, o que diminui o impacto das alterações ósseas e posturais típicas da gravidez”. Isso sem falar na manutenção do peso, diminuição das dores na região lombar e no quadril e na aceleração da recuperação no pós-parto. “Há estudos que mostram que praticar exercícios na gravidez está associado ao melhor desenvolvimento emocional da mulher e prevenção do aparecimento de depressão pós-parto”.


Porém, se os exercícios físicos nunca fizeram parte da sua vida, esse não é o momento ideal para dar as boas-vindas a eles, como explica Oliveira Tso: “A gravidez aumenta o trabalho cardíaco e o peso, o que traz maior risco de lesões ósseo-articulares e sobrecarga no sistema cardiorrespiratório”. O melhor mesmo é procurar o acompanhamento de um fisioterapeuta ou profissional especializado para que o corpo entre num ritmo benéfico para mãe e bebê. Uma massagem, aulas de dança para grávidas e alongamentos podem ser indicados mesmo para as sedentárias.


- Preparação para a amamentação


Cumpridos os passos acima, é hora de focar na prevenção de complicações em um dos momentos mais especiais pelos quais você está prestes a passar: a amamentação. Aqui cabem basicamente duas medidas. A primeira começa no cardápio, já que o aumento da ingestão de água, vitaminas e minerais ajuda na produção do leite.


A segunda medida é tornar as mamas mais resistentes tomando sol diretamente nos seios, deixando exposto à luz ou esfregando uma bucha macia uma vez por semana – a exposição de 15 minutos diários à lâmpada de 40 watts do abajur, a dez centímetros de distância, já é suficiente. Não é recomendado passar hidratante nas aréolas. No resto do corpo, no entanto, você pode caprichar, especialmente na área da barriga. Aproveite esse tempo para conversar bastante com seu bebê e cantar ou pôr para tocar músicas para ele – de preferência aquelas de que você gosta bastante.

Fonte: Revista crescer

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