O combate ao câncer de mama no Brasil

15/JAN

O câncer de mama é a neoplasia mais frequente entre as mulheres brasileiras, seguido pelas neoplasias de colo de útero e pulmão.

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2012 ocorreram no Brasil quase 53 mil novos casos de câncer de mama e cerca de 13 mil óbitos por esse tumor.

A mortalidade é relativamente alta para os casos mais avançados, que requerem tratamentos complexos e onerosos, além de causar sofrimento físico e emocional às pacientes. Em contrapartida, casos diagnosticados precocemente, com menos de 2 cm de diâmetro, podem ser tratados com cirurgia conservadora, ou seja, com preservação da mama, associada eventualmente a outros tratamentos complementares, permitindo índices de cura em mais de 90% dos casos.

Apesar de alta frequência do tumor, não existe ainda no país uma ampla estrutura que permita às mulheres atendidas pelo SUS, a grande maioria das brasileiras, a garantia de um atendimento digno, focado não apenas no tratamento, mas em prevenção e diagnóstico precoce.

A presidente Dilma e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram no ano passado, o Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, para o qual se prevê alocar R$ 4,5 bilhões. 

As discussões avançam sob a égide da gestão madura, com avaliação dos recursos humanos e tecnológicos disponíveis e da sua distribuição pelo país e com metas de atendimento populacional calcadas em conhecimentos científicos.

O sucesso do programa passa por garantir a todas as mulheres com mais de 40 anos o acesso à avaliação clínica e à mamografia. Existem hoje mais mamógrafos na rede do que o realmente necessário, mas cerca de um terço deles está avariado, e eles estão distribuídos pelo Brasil de maneira inapropriada.

Por outro lado, especial atenção tem que ser dada às mulheres que, por fatores genéticos ou ambientais, têm risco mais acentuado de desenvolver o câncer de mama. Complementarmente, sabe-se que o controle de qualidade de feitura e leitura dos exames é primordial, algo que esse grupo de trabalho está enfatizando. Finalmente, não basta diagnosticar, mesmo que precocemente. É primordial garantir à paciente com essa doença o acesso ao tratamento, dentro dos preceitos terapêuticos mais atuais. Para que tudo isso seja realidade em futuro próximo, é fundamental a boa vontade política.

Fonte: SOCEGO

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